terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ah, me ensine a tocar violão. Por favor, assim por vontade ou até mesmo lhe pago. Quero aprender. Gosta de pão? Faço-lhe pão, quantos por aula, decida você. Ou prefere biscoitos? também sei fazer. sabe como é, o dinheiro anda pouco. Mas é mais que querer Preciso saber tocar violão Tocar-lhe a madeira e a corda pra puxar da alma o que de outra maneira não sei De maneira nenhuma sei. Ando abarrotada destas coisas Da emoção, do engasgo, lágrima ou outra só pela beleza pura que limpa e salga a pele que assa nesse calor. Verão como nunca! Nem chegamos aos quarenta, mas nos cansamos como aos oitenta Ando assim, vendo além da mão, a sombra da luz na pele, cada oscilação da cor... No som, mais que palavras sinto as ondas como as do mar que vejo Lá de cima da ponte até o vento e o movimento parece querer mais que meu simples caminhar quer reembolar no quadril o som, o vento e até o tempo, se você tiver, para o violão
Uma dessas cartas que não posso enviar. Primeiro porque não interessa ao destinatário. Depois, me falta coragem até mesmo de investigar o tal do interesse, de modo que prefiro seguir com minhas suposições e intuições. Voltar à casca, à casa minha de sempre, esconderijo protetor do mundo. Sem exposição, sem Sol, continuo pálida, ou voltarei a ser pálida, como quando nasci. Vai muito fazer falta a areia da praia a roçar na sola dos pés e o teu brilho, Sol, no mar que gosto tanto de olhar. Não sei o que tanto me atrai a água. Viveria imersa. Seja pelo jeito "alga marrom" que dá aos cabelos ou tom esverdeado da pele, a leveza do corpo inteiro... E no mar, teu sal. Pele salgada é mais gostosa. É isso o mar, água e sal. Simples e tudo mais que comporta.